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Embaixador do Brasil homenageia Simão Salvador, figura histórica de Santo Antão

O herói Simão Salvador nasceu em Ribeira Grande.

09/02/2017 | Fonte: www.sapo.cv | SAPO c/ Inforpress

Inforpress | Simão Salvador

O embaixador do Brasil em Cabo Verde, José Carlos de Araújo Leitão, estará em Santo Antão, sábado, na sua primeira visita à ilha, durante a qual prestará homenagem ao herói Simão Salvador.

O diplomata brasileiro começa a visita ao concelho da Ribeira Grande com um encontro de trabalho com a Câmara Municipal, antes de visitar o Salão Nobre dos Paços do Concelho para homenagear Simão Salvador.

Visita à Penha de França, bairro da cidade da Ribeira Grande, onde nasceu o herói Simão Salvador e uma deslocação do vale da Ribeira da Torre encerram o programa da visita do chefe da missão diplomática brasileira em Cabo Verde, à ilha de Santo Antão, de acordo com o programa divulgado pela Câmara Municipal da Ribeira Grande.

O herói Simão Salvador, de seu nome próprio Simão Manuel Alves Juliano, nasceu na Penha de França, Ribeira Grande, Santo Antão, foi emigrante no Brasil onde trabalhou como marinheiro a bordo do vapor “Pernambucana” que, a 8 de Outubro de 1853, numa das suas viagens do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro, naufragou próximo do Cabo de Santa Marta.

Relatos da época, retomados pelo blog “Esquina do Tempo”, do Professor Universitário Manuel Brito-Semedo, indicam que, a bordo do Pernambucana, o cenário era desolador e os ocupantes morriam “a cada golfada do mar” porque não podiam receber auxílios vindos de terra, mas o marinheiro Simão Alves Juliano conseguiu salvar-se, a nado.

Já salvo e em terra firme, Simão decidiu lançar-se à água e, por 13 vezes, nadou os cerca de 100 metros que separavam o navio naufragado e a praia para salvar outras tantas pessoas, a última das quais um cego que tinha ficado no navio e que Simão ainda conseguiu salvar embora já lhe faltassem forças.

Segundo os relatos de então, perto de cem pessoas haviam perecido nessa imensa catástrofe e as 13 que tinham escapado foram salvas por Simão Alves Juliano, que passou a ser conhecido por “Simão Salvador”.

Pelo seu ato de bravura, Simão Salvador foi alvo de várias homenagens e distinções, tendo recebido, das próprias mãos do Imperador do Brasil, uma medalha de ouro, além de outra medalha de ouro do Governo português em “atenção ao ato de heroísmo e filantropia que praticara com grande risco da própria vida e em testemunho público do grande apreço em que tem tão relevante serviço prestado à humanidade”.

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