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“Fogo Coffee Spirit” exporta café para a multinacional Starbucks

A empresa já exportou para países como Japão, Rússia, Holanda, Alemanha e Itália

24/08/2015 | Fonte: www.sapo.cv | SAPO c/ Inforpress

Página Oficial de Facebook do Fogo Coffee Spirit | Embalagens do café Fogo Coffee Spirit

A “Fogo Coffee Spirit”, uma “joint venture” entre empresas holandesa e nacionais, exportou recentemente cerca de sete toneladas de café comercial para Starbucks, uma multinacional, com sede em Seattle, EUA, e com maior cadeia de cafetarias do mundo.

Ao todo foram exportados via marítima um total de 6.960 quilos de café comercial distribuídos em 232 sacos de 30 quilos cada o que acontece pela primeira vez depois da empresa ter já exportado café da ilha do Fogo para países como Japão, Rússia, Holanda, Alemanha e Itália, no âmbito da promoção internacional do café do Fogo, um dos objectivos que norteou a criação da “Fogo Coffee Spirit”.

Responsáveis da empresa garantem que a exportação observou todos os parâmetros exigidos pelo país importador, e que a exportação só foi efectuada mediante o certificado fitossanitário emitido pela delegação do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR), na ilha do Fogo.

Além de colocar o café do Fogo na Starburcks, que conta com mais de 15 mil lojas em todo o mundo, este produto da ilha do Fogo foi também colocado neste mês de Agosto entre os melhores do mundo, na “luxuosa e exclusiva” loja de departamentos do mundo, a Harrods de Londres (Inglaterra).

A ideia de criar a marca “Fogo Coffee Spirit” surgiu no Museu de Louvre (Paris-França), depois de um dos sócios fundadores da Capital Consulting e um dos parceiros da empresa na Europa terem bebido três cafés de regiões distintas do Mundo e não terem gostado, tendo os mesmos acordado que de que um dia colocariam o café do Fogo nos melhores “coffee shops” do mundo, o que está acontecendo neste momento com a internacionalização do café do Fogo.

A Fogo Coffee Spirit é uma “joint venture” entre a empresa holandesa, Trabocca, a empresa nacional “Capital Consulting” e a Associação dos Produtores do Café dos Mosteiros “Pro Café”, e nos últimos 2 anos implementou-se o projecto neste sector com o objectivo de promover o café e o país a nível internacional, e aumentar a produção de café dos actuais 30 toneladas (produção media anual) para 300 toneladas anuais num horizonte de 10 anos.

Cultivado na área montanhosa e fértil dos Mosteiros, envolto por diversos microclimas, o café do Fogo (biológico), sobretudo do Morgadio de Monte Queimado, a maior propriedade unificada de produção de café na ilha, foi premiado, por duas vezes, com a Medalha de Ouro da Exposição Colonial no Porto, em 1934 e Lisboa em 1949, como “o melhor café do império”.

Igualmente, no início do século XX o café do Fogo foi apresentado na Exposição Universal de Paris, juntamente com a água da nascente de Aguadinha, tendo sido classificado como o melhor café do Império Português, superando em qualidade os cafés de Angola, São Tomé e Príncipe e Timor.

Em 1917 e 1918, o café do Fogo conquistou os primeiros prémios numa exposição agrícola realizada na Cidade da Praia, além de ter tido uma participação na grande exposição da Índia Portuguesa, em 1954.

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