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Jovem do Fogo exibe no AME artesanato feito com lava da última erupção

Danilo Montrond participou na 4ª edição do Atlantic Music Expo.

16/04/2016 | Fonte: www.sapo.cv | SAPO c/ Inforpress

Danilo Montrond de Chã das Caldeiras (ilha do Fogo) | Foto @ Inforpress

As peças do jovem artesão Domingos Danilo Montrond, “Jorge”, de Chã das Caldeiras (ilha do Fogo), destacaram-se como uma das novidades entre os stands do Atlantic Music Expo 2016, AME.

Estando seguir uma formação em turismo na Cidade da Praia, este jovem aproveitou a oportunidade para exibir a sua arte, com incidência no aproveitamento das lavas da mais recente erupção vulcânica, uma forma que o mesmo encontrou para mostrar ao grande o público “que quem é filho do vulcão continua a viver do vulcão”.

Disse que a iniciativa para expor pela primeira vez a sua obra partiu do convite de um colega que se mostrou rendido à sua forma de talhar as enxurradas expelidas do vulcão em 2014, para confecionar objetos de decoração como funcos, tartarugas, máscaras, cinzeiros e explantes.

De acordo com este artista, trata-se de um trabalho que exige alguma técnica e concentração, mas que não implica grandes custos financeiros para a sua transformação, uma vez que utiliza apenas uma serra elétrica e uma faca.

Conforme explicou, ganhou o gosto para esculpir de há dois anos a esta parte junto com os colegas de Chã, onde, segundo disse, “tudo acontece de forma natural e espontânea” antes dos seus produtos serem divulgados por todos os pontos de Cabo Verde e não só.

Danilo Montrond reconhece que a população de Chã das Caldeiras passou por maus momentos, desde a última erupção vulcânica, mas que há cerca de 17 meses ela tem vindo a recuperar-se das contrariedades, como forma de minimizar as tormentas com que ainda hoje se deparam.

À semelhança dos seus conterrâneos, voltou a fazer jus à máxima que de “Filho de Chã não vive sem Chã”, para descrever o vulcão como a fonte de vida para esta população, afirmando que tudo o que se ganha de Chã é dádiva do vulcão.

Por isso, promete continuar a estudar para formar-se no ramo de turismo, ao mesmo tempo que aproveita os tempos livres para talhar os matérias brutos enviados pelos irmãos diretamente de Chã, uma forma de não só ocupar os tempos livres, mas também arrecadar alguma receita para fazer face às despesas de quem está fora do seu “habitat”.

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