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Quinta edição do festival de café vai premiar melhor bolo e melhor café

Evento acontece anualmente nos Mosteiros.

28/02/2018 | Fonte: www.sapo.cv | SAPO c/ Inforpress

Alunos do quinto e sexto anos de escolaridade do município dos Mosteiros vão poder candidatar-se,  até 16 de Março,  a um concurso de poesia que vai premiar os melhores trabalhos, visando promover a criação artística entre as crianças, adolescentes e consolidar os hábitos de leitura. A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal dos Mosteiros, no quadro da quinta edição do Festival do Café do Fogo, o Fogo Coffee Fest, que decorrerá nos dias 23 e 24 de Março.

Para além da poesia, o concurso distingue ainda o melhor bolo de café e o melhor café.

O concurso de poesia, lançado esta semana pela edilidade, através da biblioteca municipal, segundo o vereador da Cultura, Domingos Vaz, destina-se aos alunos do quinto e sexto anos de escolaridade do município dos Mosteiros.

Com a realização do concurso, a edilidade pretende promover a criação artística entre as crianças e adolescentes, consolidar os hábitos de leitura e de escrita e valorizar um dos principais cartões-de-visita da ilha do Fogo, o seu café.

Cada aluno, segundo o regulamento, deve participar com apenas um poema, devendo cada pólo educativo escolher dois dos melhores poemas para a fase final do concurso, e os cinco melhores poemas serão premiados, sendo que o valor dos prémios, em materiais escolares, varia entre os mil e os cinco escudos.

O concurso decorre até 16 de Março, uma semana antes da realização da quinta edição do festival do café.

Com a relação ao concurso de culinária para escolha do melhor bolo de café e o melhor café confeccionado, a eleição vai ser definida através de análise sensorial, degustação, por convidados especiais, nacionais e estrangeiros, seleccionados pela edilidade dos Mosteiros.

A programação oficial da quinta edição do Fogo Coffee Fest, é definida esta quarta-feira, na reunião camarária, e das várias actividades em agenda destaca-se a realização da primeira “corrida do café” , a ter lugar nas zonas altas dos Mosteiros.

Segundo o vereador, a edilidade reuniu-se terça-feira com uma equipa da delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente para afinar pormenores sobre o festival, lembrando que na semana passada tinha reunido com o projecto “Fogo, Água, Terra, Ar” (FATA), que tem como finalidade contribuir para desenvolvimento do ecoturismo sustentável e solidário e valorização do património cultural/social/ambiental.

Nesta quinta-feira, a autarquia vai se reuni com uma empresa, tudo no quadro de mobilização de parcerias para a quinta edição do Fogo Coffee Fest.

O festival coincide com o período de colheita de café (fim) nas zonas altas do município dos Mosteiros, iniciada na segunda semana de Fevereiro e que se prolonga até meados de Abril, devido a disparidade no processo de amadurecimento das cerejas, num ano em que a produção é considerada má.

Para alguns produtores, os mais pessimistas, a produção de 2018 é má e fica aquém da produção de 2017, também considerado de um mau ano, enquanto outros, os mais optimistas, acreditam que a produção pode superar a do ano passado.

O certo é que desde 2015, ano de boa produção, tem-se registado fraca produtividade das plantas, motivado em parte por ausência de chuvas em quantidade nas zonas altas do município dos Mosteiros.

O café é cultivado, principalmente, na área montanhosa e fértil dos Mosteiros, envolto por diversos microclimas e sem presença de produtos químicos (produção orgânica), sobretudo do Morgadio de Monte Queimado, a maior propriedade unificada de produção de café na ilha, premiada, por duas vezes, com a Medalha de Ouro da Exposição Colonial no Porto, em 1934 e Lisboa em 1949, como “o melhor café do império”.

Igualmente, no início do século XX , o café do Fogo foi apresentado na Exposição Universal de Paris, juntamente com a água da nascente de Aguadinha, tendo sido classificado como o melhor café do Império Português, superando em qualidade os cafés de Angola, São Tomé e Príncipe e Timor.

Em 1917 e 1918, o café do Fogo conquistou os primeiros prémios numa exposição agrícola realizada na Cidade da Praia, além de ter tido uma participação na grande exposição da Índia Portuguesa, em 1954.

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