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Museu Arqueológico da Praia

Encontre navios naufragados que nos revelam a vida e a história de outros tempos por mares nunca dantes navegados.

26/06/2009 | Fonte: Por Rita Vaz da Silva

Fotos

Fotos: Rita Vaz Silva

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Museu Arqueológico da Praia1 de 32

No fundo dos mares ao redor das ilhas de Cabo Verde, encontram-se mais de 150 navios naufragados e cada um deles, através dos objectos e bens que transportava, conta uma história diferente.

Os vestígios deixados por cada uma destas embarcações, que naufragaram por causa de tempestades ou ataques de piratas, revelam-nos como era a vida noutros tempos, num mundo em que era natural vender-se escravos, traficar marfim e navegar pelos mares à descoberta de lugares nunca antes explorados.

Desde meados de 1460, um vaivém de navios portugueses, ingleses, franceses, holandeses e espanhóis passaram pelo arquipélago, na encruzilhada de rotas mercantis e do comércio esclavagista, convertendo a antiga colónia portuguesa num ponto de escala-referência nas travessias entre as Américas, a África, Índia e a Europa.

É a história dessa época, algures entre o século XV e XVII, logo após os Descobrimentos e no período áureo do comércio de escravos, mas também a evolução dos avanços tecnológicos do final do século XVIII e do século XIX que encontramos no Museu de Arqueologia da Praia, inaugurado em Outubro de 2008.

Embora confinado a uma pequena sala de exposição e a um armazém de reserva, o Museu é um lugar de passagem obrigatório na capital cabo-verdiana, dado o seu espólio riquíssimo.

Os objectos em exposição têm um valor monetário elevado (um Astrolábio português de 1645, por exemplo, foi leiloado há mais de dez anos na Sotheby’s por 180 mil dólares e está agora em exibição no Museu da Virgínia, nos EUA; na Praia, vai encontrar uma réplica), mas para os mergulhadores, conservadores e arqueólogos subaquáticos, e, no fundo, para os cabo-verdianos, as peças encontradas ao largo da Boa Vista, Cidade Velha, Maio, Brava ou São Francisco têm um preço inestimável e possuem um valor patrimonial universal.

Moedas de ouro (que nos contam um pouco da história   numismática de vários países), jóias pessoais, objectos de uso diário (como um belíssimo estojo de manicure e um telescópio “de mão” com um pequeno compartimento), seringas e um frasco de cânfora (desvendam a evolução da medicina) são alguns dos artefactos que se podem ver no Museu.

Situado junto ao Arquivo Histórico Nacional e agregado ao Núcleo Museológico da Praia, organismo do Instituto da Investigação e do Património Cultural, o Museu de Arqueologia reúne peças recolhidas do fundo do mar desde 1992, pelas empresas Afrimar e Arqueonautas, em parceria com o Governo cabo-verdiano.

Ao longo destes anos e, à medida que os objectos foram sendo descobertos, os conservadores trabalharam, notavelmente, na sua recuperação e um grupo de historiadores (franceses, ingleses e portugueses) foi identificando os navios e o seu contexto histórico.

Através da investigação histórica de documentos da época, diários de bordo e inventários de carga, encontraram-se muitas respostas: que tecnologia era usada para construir artefactos, como os canhões; que país produziu o artefacto e para que era usado (há um fragmento de uma caneca inglesa com as iniciais GR, a abreviatura de Georgius Rex, neste caso, referindo-se ao Rei Jorge de Inglaterra); se o objecto era de uso pessoal, identificando a classe social das pessoas a bordo e muitas outras informações preciosas que podem ler-se nos expositores do Museu (com textos em inglês, francês e português).

A exposição está dividida por navios naufragados ou áreas de naufrágio (desde os navios ingleses Princess Louisa, Lady Burgess e Hartwell, passando pelo ancoradouro da Cidade Velha, onde há dezenas de navios naufragados, até ao navio francês Dromadaire, entre outros), e vitrinas especiais, dedicadas ao ouro, prata e marfim. Estão também em destaque uma colecção de ânforas e de canhões.

Vale a pena pedir uma visita guiada (em inglês ou português), que normalmente é feita por um dos conservadores das peças, e não se surpreenda se ficar emocionado ao ouvir a história de cada um dos navios ou de algum dos objectos.

Há descobertas realmente impressionantes: uma garrafa de Porto intacta, com vinho ainda em bom estado e cor inalterada, apesar de ter estado imerso durante mais de dois séculos; as manilas de bronze, moeda de troca dos escravos; crucifixos, um dos quais ainda com esmeraldas e diamantes, usados para cristianizar os escravos; um canhão holandês raro, datado de 1621, e composto por diferentes metais; um cabo de uma escova de dentes; um tinteiro de vidro; botões de punho; um sino de prata e tantas outras peças usadas por homens e mulheres que perderam a vida nas águas ao largo de Cabo Verde.

Sugestões

O que fazer

Windsurf, mergulho, pesca, montanhismo e passeios a pé.


O que comprar

Além do pano de terra, produz-se olaria utilitária e decorativa, peças decorativas em coco, bolsas de sisal, cestaria (balaios), licores e frutos tropicais.

Contactos

Morada
Chã de Areia (Atrás do Arquivo Histórico Nacional) - Praia - Ilha de Santiago

Contactos

Tlf: (+238) 2618870
Email: nmuseologico_praia@yahoo.com

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