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Oásis de verdura

As ribeiras de Santo Antão conjugam o verde das árvores, do canto dos pássaros e da alegria das lavadeiras açoitando a roupa na água.

21/05/2009 | Fonte: Por Joaquim Arena

Fotos

Fotos: Hilda Teófilo | Cova, Santo Antão

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Oásis de verdura1 de 9

Nenhuma das ilhas de Cabo Verde é mais conhecida pelas suas ribeiras profundas como Santo Antão. Estas cortam a ilha em vários sentidos e são verdadeiros oásis de verdura, onde se cultivam a cana-de-açúcar, a banana, a mandioca, a papaia e outros produtos agrícolas da terra.

Ribeira de Paul é, sem dúvida, a mais conhecida de todas. Para quem a visita de carro, chega-se pela nova estrada que liga Porto Novo à localidade de Janela. Para quem prefere o caminho mais longo, segue-se a estrada que bordeja a ilha, saindo da povoação da Ribeira Grande, até avistar a Vila das Pombas, ao longe, com as suas ondas mansas lembrando um véu de renda estendido sobre a praia de calhaus.

A vila é pitoresca, limpa, com edifícios do século XIX bem conservados, com destaque para o edifício da Câmara Municipal e as suas ruas estreitas e sinuosas, um convite ao passeio e à descoberta para quem chega. Se estivermos na época do corte, depois de Janeiro, a brisa do mar mistura-se com o odor adocicado das plantações de cana-de-açúcar, que desce do vale.

Subindo vale acima, descobre-se o manto verde que se prolonga pelas encostas, passamos por pequenos povoados e crianças que descem para a escola e carrinhas de transporte lotadas, nas duas direcções.

Outras crianças carregam água ou encaminham burros carregando vasilhas, para as suas casas.

A estrada é sinuosa. Sucedem-se ladeiras empedradas e troços de terra batida; a temperatura baixa com a altitude, mas a paisagem é cada vez mais enternecedora, com a predominância do verde das árvores, do canto dos pássaros e da alegria das lavadeiras açoitando a roupa na água.

A estrada propriamente dita termina na Passagem, uma espécie de estância balnear verdejante e rodeada de árvores e flores.

A antiga piscina está desactivada, à espera de melhores dias, mas o local continua a ser muito visitado por turistas e não só. Aqui também se realizam almoços oficiais para convidadoos ilustres, como foi o caso do presidente português Jorge Sampaio.

Para os mais aventureiros, a aventura ainda não acabou. Continuando, a estrada dá lugar a um caminho ainda mais sinuoso pela montanha acima.

Se as pernas e o fôlego ainda aguentarem a subida é maravilhosamente recompensada, no final, com uma vista soberba sobre o vale e o mar.

Continuando a caminhar entra-se num vale, a Cova, que não é mais do que a cratera de um vulcão extinto, agora retalhado por vários explorações agrícolas.

O que visitar

Tope da Coroa (pico vulcânico)

Pico da Cruz

Pico Guido Cavaleiro

Cratera da Cova (vestígios vulcânicos)

Praia Formosa (Cruzinha)

Praia Escorraleto

Praia Tarrafal de Monte Trigo

Praia Sinagoga

Praia Lisboa

Praia Cruzinha

 

Sugestões

O que fazer

Caminhadas

Trekking

Equitação

Passeios de bicicleta, de burro ou de mula


O que comprar

Santo Antão é famosa pelos seus licores, pelo grogue, produzido em trapiches, o pontche (mistura de grogue e mel de cana) e cestaria.

Como Ir

Praticamente todos os que viajam para Santo Antão, fazem-no de barco, num dos dois ferries que ligam diariamente o Mindelo a Porto Novo. A viagem dura uma hora e, quando o tempo está de feição, é muito aprazível.

O mesmo já não se poderá dizer nos dias de mar bravo. Os ferries, explorados por diferentes companhias, partem do Mindelo duas vezes ao dia, às 8 h e às 15 h, aportando em Porto Novo às 9 h e às 16 h, respectivamente. Regressam de Porto Novo, às 10.00 h e às 17.00 h, respectivamente. O Mar d’Canal é maior, mais confortável e transporta também automóveis a bordo. Tem um porão para guardar bagagens com peso superior a 5 kg.

Cada viagem de ida ou de volta custa 700$. Aos domingos só faz uma viagem diária de ida e uma de volta.

O Ribeira de Paúl, mais pequeno e modesto, não tem deck coberto, nem porão para bagagens, pelo que a viagem pode ser muito desconfortável em dias de mau tempo. Cada viagem de ida ou de volta custa 500$. Em Porto Novo, na rua do porto, encontram-se os escritórios das companhias que exploram os barcos; é aconselhável assegurar a viagem de regresso.

A travessia entre o Mindelo e Santo Antão também pode ser feita de iate. Deve levar-se em conta os ventos fortes que sopram em torvelinho, podendo atingir entre Dezembro e Maio a velocidade de 40 nós. Porto Novo e Tarrafal têm locais abrigados do vento e pode-se ancorar em segurança.

Contactos

Morada
Santo Antão

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