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Arquivo Histórico quer fazer parte do roteiro turístico com o Museu Tiago Estrela

Instituição tem imensos documentos no Museu de Documentos Especiais.

04/01/2018 | Fonte: www.sapo.cv | SAPO c/ Inforpress

Foto@ Inforpress | Arquivo Histórico

A conservadora do Arquivo Histórico Nacional de Cabo Verde disse hoje à Inforpress que a sua instituição tem uma “grande ambição” de fazer parte do roteiro turístico, através da criação do museu interactivo Tiago Estrela.


Em declarações à Inforpress, Filomena Oliveira disse que esta instituição tem um grande acervo de documentos no Museu de Documentos Especiais, montado há 27 anos pelo filatelista Tiago Estrela, e que poderão contar toda a história do país, através de selos, notas e moedas, mapas, filatelia, numismática e fotografias.


Com todo esse material disponível, a direcção vai transformar o Museu de Documentos Especiais, no Museu Tiago Estrela, para que este possa entrar no turismo de cruzeiro na Cidade da Praia.


Segundo Filomena Oliveira, os turistas quando procuraram Cabo Verde não querem apenas conhecer as paisagens e tudo que é exótico no país, mas querem também conhecer um pouco da história do país, desde achamento, do período em que Cabo Verde era entreposto de comércio de escravos, a colonização até o período da independência e da instalação da primeira República.


“O arquivo nacional tem muita história para contar sobre o nosso país, é um espaço de memória com um valioso património documental, cultural, que espelha a nossa cultura e no Museu de Documentos Especiais temos esses documentos que contam a história de Cabo Verde”, disse.


Para a concretização do museu interactivo, informou que já apresentaram o projecto orçado em nove mil contos ao ministro da Cultura, Abrão Vicente, que por sua vez acalentou este projecto, que deverá ser implementado no decurso deste ano.


Com este museu, que oferece serviços em português, inglês e francês, Filomena Oliveira acredita que estarão a dar mais visibilidade ao arquivo, estarão a divulgar e a promover a história e a cultura cabo-verdiana, e por outro lado, estarão a gerar receitas.


“Julgamos que o museu poderá ser totalmente auto-sustentável, porque neste caso, tendo as condições para receber os visitantes, de cobrar as entradas e vender os souvenirs, pensamos que é uma forma de contribuir para receitas, gerar emprego, para além de ser um espaço para promover a cultura e estimular o conhecimento e a investigação”, sublinhou.


Outro projecto, que a direcção pretende levar a cabo em 2018, é a oficina de restauro e acondicionamento de documentos, em que, para além de prestar serviços para o arquivo, vão ter condições de prestar serviço de restauro de documentos para as outras instituições.


Ainda um dos grandes projectos para o ano que ora se inicia, é a intervenção nos armazéns de forma a controlar a humidade.


“Este edifício não foi feito de raiz para ser um arquivo, era uma alfândega, a sua localização geográfica não é das melhores, porque existem regras para a construção dos arquivos, porque eles não devem ficar perto do mar, em regiões pantanosas, poluídas, baixas e este tem tudo isso”, afirmou.


Acrescentou que a sua situação geográfica tem causado influências “nefastas” para a documentação, daí que a direcção tem lutado “constantemente” contra esses factores externos que danificam os documentos.


Este projecto está faseado em três anos, tendo cada ano um orçamento de 3.500 contos, e conta com o apoio do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

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