Céu limpo com poucas nuvens

Terça | 12 Dezembro

26C

27

20

Notícias < voltar

Carlos Fernandinho: "Turismo na ilha do Fogo é a sobra das outras ilhas"

O Presidente da Câmara dos Mosteiros participou na mesa de diálogo do projeto FATA

10/08/2017 | Fonte: SAPO c/ Inforpress

Presidente da câmara dos Mosteiros, Carlos Fernandinho Teixeira

A ilha do Fogo continua a ter o turismo que resta das outras ilhas de Cabo Verde e não o turismo ideal e condizente com as suas potencialidades, considera o presidente da câmara dos Mosteiros, Carlos Fernandinho Teixeira.

A ilha com o seu vulcão, que constitui o exis-libris e funciona como “miradouro do atlântico”, ainda não dispõe das condições essenciais para o fomento do turismo interno e, segundo o edil dos Mosteiros, os sucessivos governos não criaram as condições não só para trazer mais turistas, mas para aumentar a permanecer na ilha.

O autarca defende a necessidade de melhorar as condições para o desenvolvimento do setor, como sejam a comunicação inter-ilhas (transportes), um aeroporto de médio porte internacional, estrada de terceira geração, infraestruturas portuárias em condições, observando que não se pode pensar num turismo de qualidade, sem investimento nestas áreas.

Carlos Fernandinho, que participou quarta-feira, 09, na sexta mesa de diálogo do projeto FATA, disse que da apresentação das fortalezas e fraquezas ligadas ao setor do turismo, depreende-se que as fraquezas pesam mais que as fortalezas porque o Poder Público não criou as condições essenciais para o fomento do turismo.

“Os investimentos feitos nas ilhas do Sal e da Boa Vista são investimentos públicos, e querem mais investimentos, obrigando que jovens de outras ilhas, nomeadamente do Fogo, procuram estes espaços para uma vida condição”, observa o edil, para quem o Governo deve fazer investimentos públicos nas outras ilhas para que os jovens possam ficar nas ilhas de origem.

Segundo o mesmo, da apresentação da evolução do setor do turismo, feita pelo diretor-geral o Turismo, verifica-se que há uma “excessiva concentração” nas duas ilhas e que é necessário fazer uma descentralização para criar as condições nas demais ilhas para evitar a descriminação.

Este indica que no quadro do Fundo do Turismo, por exemplo, a ilha do Sal vai receber mais de 190 mil contos, enquanto o seu município (Mosteiros) vai receber cerca 600 contos (cerca de 0.31 por cento) e Santa Cataria do Fogo, pouco mais de 100 contos, acrescentando que “há uma discrepância enorme” o que permite as duas ilhas continuar a investir fortemente no turismo.

O edil dos Mosteiros indica que “felizmente” o Governo alocou mais de 200 mil contos para outros municípios, o que vai permitir a cada um receber cerca de 10 mil contos, acrescentando que assim que o seu município receber o montante vai investir em algo que funciona como “fluxo turístico de excelência” e será batizado com o nome de “discriminação positiva do turismo”.

Comentários