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Cidade Velha: Autarquia pretende internacionalizar a recriação histórica de 2021

28/06/2019 | Fonte: www.sapo.cv | SAPO c/ Inforpress

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, anunciou hoje que vai transformar a recriação história como uma marca da Cidade Velha e que a próxima edição será internacionalizada.

Em declarações à Inforpress, por ocasião do X aniversário de Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade, assinalado a 26 de junho, Manuel de Pina disse que vão mobilizar todos os esforços para continuar a recriar as histórias que marcaram este sítio na perspetiva da promoção do sítio.

“Já estamos a pensar para 2021 recriar a chegada de Fernando Magalhães à Cidade Velha. Aqui no sítio aconteceu alguns marcos a nível mundial com essa vinda e queremos fazer isso, com alguma força, envolvendo a rede internacional das Cidades Magalhânicas”, disse, ajuntado que será uma recriação mais internacional com a parceria das outras cidades.

Neste domingo, 30, o centro histórico recebe a segunda edição da “Viagem pela História”, sob o lema “Cidade Velha, na rota dos tempos” que vai recriar o ataque do pirata francês Jacques Cassard à Ribeira Grande de Santiago, em 1712.

Uma história, que segundo afirmou o autarca, marcou Cabo Verde e mudou os destinos deste município.

“O ataque de Jacques Cassard ditou a queda da Ribeira Grande como capital do país e surgiu um novo capital que é a Cidade da Praia e o ditou o destino do país. Eu acho que faz parte da nossa história e da nossa identidade, por isso todos estão convidados para virem assistir essa recriação”, apelou.

Esta recriação, que está a ser preparada pelo ativista cultural e presidente da Companhia de Teatro “Fladu Fla”, Sabino Baessa, conta com o envolvimento da Universidade de Cabo Verde, do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e do Ministério do Turismo e Transporte, entre outros.

De acordo com a programação, as atividades iniciam por volta das 11:00 com uma missa na Rua da Misericórdia e no final da celebração será anunciada a chegada do corsário Jacques Cassard, de seguida dar-se-á a invasão da Cidade Velha.

Reza a história que, no comando de uma frota de 12 navios, a 05 de maio de 1712, Jacques Cassard desembarcou as suas forças na Praia (baía da Praia Negra), na ilha de Santiago em Cabo Verde, liderando um grande ataque à Ribeira Grande, que conquistou, saqueou e incendiou.

Os corsários ocuparam uma boa parte da ilha, tendo o bispo da Diocese de Santiago na época, D. Francisco de Santo Agostinho (1708-1719), retirado para o interior, onde reorganizou as forças de defesa, liderando a resistência e incentivando o contra-ataque. Na retirada, os corsários levaram tudo o que conseguiram transportar, incluindo os sinos da Sé, as suas relíquias, e o mobiliário em madeira de lei.

O que não foi levado para bordo, foi incendiado, incluindo a riquíssima biblioteca do bispo. Estima-se que o montante total deste saque ascendeu a mais de três milhões de libras.

Como comandante, Jacques Cassard teve grande sucesso nas suas ações, tendo acumulado, durante a sua carreira, grande fortuna.

Caiu em desgraça junto à Coroa francesa, tendo passado os seus últimos 24 anos na prisão, onde veio a falecer em 1740.

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