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DGTT pretende quebrar a excessiva concentração do turismo em duas ilhas

Evolução do turismo nacional foi apresentada na mesa de diálogo FATA

10/08/2017 | Fonte: SAPO c/ Inforpress

Ilha do Sal

A Direção-geral do Turismo e Transportes (DGTT) pretende estabelecer um “contacto profícuo” com todos os municípios e “quebrar a corrente” existente de “excessiva concentração” do turismo nas ilhas do Sal e da Boa Vista, disse o diretor-geral.

Carlos dos Anjos falava durante a sexta mesa do diálogo do projeto de desenvolvimento do turismo sustentado na ilha do Fogo (FATA) e onde apresentou a evolução do turismo a nível nacional.

O responsável disse que o estabelecimento de contactos com os municípios deve-se ao fato de o turismo fazer-se no território, acrescentando que o Governo estabelece e define políticas e estratégias de desenvolvimento do turismo mas, como acontece nos territórios, “é indispensável uma cooperação profícua” entre a DGTT e os municípios.

Carlos dos Anjos, que classificou de “muito interessante” a iniciativa da ONG COSPE, responsável pela implementação do projeto, de reunir todos os municípios da ilha do Fogo numa mesa de dialogo visando o desenvolvimento estratégico do turismo na ilha, disse a participação da DGTT constitui uma oportunidade para esta poder discutir com as câmaras municipais  as estratégias de desenvolvimento turístico para a ilha do Fogo.

“O turismo está concentrado nas ilhas do Sal e da Boa Vista mas há toda uma estratégia do Governo, plasmada na nova forma de fazer turismo em Cabo Verde, para o desenvolvimento de um turismo inclusivo e sustentável a nível nacional”, advogou o responsável, indicando que vai ser socializado no dia 27 de setembro, Dia Mundial do Turismo, um plano estratégico de desenvolvimento do turismo.

O plano estratégico, segundo Carlos dos Anjos, “bebeu” nas mesas redondas realizadas em todo o país e envolvendo os parceiros, acrescentando que em meados de dezembro será apresentado o master plan.

O plano estratégico a ser socializado é um documento elaborado para horizonte 2030 e foi feito em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentado das Nações Unidas.

“Queremos quebrar com a corrente existente e a excessiva concentração do turismo nas ilhas do sal e da Boavista, isto não quer dizer que não iremos desenvolver o turismo de sol e praia, mas dar muito atenção ao ecoturismo, ao turismo náutica, urbano, cultural”, disse o DGTT.

O responsável observou que, em relação à ilha do Fogo, se pretende dar “um empurrão especial” a tudo que seja desenvolvimento do turismo histórico-cultural, criação de centro interpretativo de turismo, património (sobrados), o vulcão, de modo a atrair um turismo científico de vulcanologia e experts internacionais, criação de rotas e feiras gastronómicas, de entre outros.

Durante a apresentação da evolução do setor do turismo e os desafios futuros, Carlos dos Anjos disse que vai criar o “código de turismo” e que brevemente vai-se assinar um contrato com experts internacionais para o seu desenvolvimento, esperando que no início de 2018 o país possa ter o seu código de turismo.

Segundo o mesmo, o código é importante, não só porque define as novas práticas turísticas, mas também desenvolve o turismo inclusivo e sustentado e que representa o anseio da população e dos homens de negócios.

“É um instrumento importante porque a nível de legislação turística temos ainda um grande caminho a percorrer e falta legislar muita matéria”, disse.

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