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DNA: Conservação das aves marinhas é importante para o ecossistema

O projeto de promoção da conservação das aves marinhas é financiado pela MAVA

20/09/2017 | Fonte: www.sapo.cv | SAPO c/ Inforpress

O diretor Nacional do Ambiente afirmou hoje que a conservação das aves marinhas é importante para o equilíbrio do ecossistema, apontando a investigação, a governança e a formação como sendo componentes essenciais para se alcançar esse desiderato.

Alexandre Neveski defendeu essa ideia hoje em Rui Vaz, São Domingos (ilha de Santiago), em declarações à imprensa no âmbito do workshop de lançamento do projeto “Promoção da conservação das aves marinhas em Cabo Verde”, financiado pela fundação pela natureza MAVA, da Suíça, e coordenado pela BirdLife International em colaboração com a Direção Nacional do Ambiente (DNA).

Segundo ele, o projeto no valor de 2 milhões de dólares (cerca de 200 mil contos) e que tem a duração de três anos, pretende contribuir para a construção de uma base sólida de conhecimento sobre as aves marinhas de Cabo Verde, nomeadamente a identificação e o mapeamento dos locais de reprodução, a determinação do tamanho das populações e o estudo das ameaças e das relações entre as comunidades locais e essas espécies.

“A conservação das aves marinhas é muito importante para o equilíbrio do ecossistema e pela importância que têm a nível mundial, já que há espécies que só existem em Cabo Verde”, considerou, sublinhando que as mesmas são “bastantes vulneráveis”, visto que estão sujeitas a outras espécies que as podem comer no ninho, assim como a questão do clima que poderá influenciar a sua proliferação.

Este responsável reconheceu que apesar dos vários trabalhos de investigação, monitorização e de conservação realizados nos últimos anos em Cabo Verde – por diversas organizações nacionais e internacionais -, ainda existe “muito para se conhecer”, lembrando que durante a implementação do referido projeto, o plano de conservação das aves será atualizado e complementado.

Alexandre Neveski notou que os técnicos nacionais “não conhecem” as reais ameaças às aves marinhas e nem como funcionam, motivo para se dar uma atenção particular às mesmas, num momento que existem duas espécies reconhecidas internacionalmente como endémicas em Cabo Verde: o “Gongon” e a “Cagarra”.

“O projeto vai nos ajudar a ter melhores ferramentas para a conservação das espécies”, salientou, mostrando-se satisfeito com o facto de no final do projeto, o país vier a ter técnicos e ONG “muito mais” capacitados para a conservação das espécies, anunciando que o projeto vai financiar, também, mestrados e doutoramentos de cabo-verdianos nas universidades de Coimbra (Portugal) e Barcelona (Espanha).

A BirdLife international, juntamente com diversos parceiros, vai implementar a primeira fase do projeto que vai decorrer até finais de 2019, sendo que há perspetivas de financiamento de uma segunda fase que deverá decorrer de 01 de Janeiro de 2020 a 31 de Dezembro de 2022.

O workshop de Rui Vaz pretende promover a boa articulação entre os vários parceiros e atores do projeto que será coordenado, no terreno, pela Biosfera I (São Vicente) para a região Norte, e Projeto Vito (Fogo) para a região Sul do país, na perspetiva de contribuir para uma eficaz implementação das atividades.

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