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Fogo: Autarquia ambiciona ver o café do Fogo declarado património nacional

Decorre a quinta edição do festival do café “Fogo Coffee Fest”.

24/03/2018 | Fonte: www.sapo.cv | SAPO c/Inforpress

A edilidade dos Mosteiros ambiciosa ver o café, um dos seus principais produtos, considerado património nacional, numa primeira fase, e reconhecido, no futuro pela Unesco, como património natural e cultural.


Esta ambição, considera de legítima, foi revelada pelo presidente substituto da Câmara Municipal dos Mosteiros, Jaime Monteiro Júnior, na noite de sexta-feira, durante a cerimónia da abertura da quinta edição do festival do café “Fogo Coffee Fest”, indicando que a edilidade aposta neste evento visando atingir estes objectivos.


“A Câmara, com ousadia, confiança e visão, criou o festival do café e ele é hoje uma marca distintiva do município”, disse Jaime Monteiro Júnior, para quem o festival é um exemplo de partilha entre a autarquia, a sociedade civil, emigração e amigos dos Mosteiros.


Para o autarca, a realização do festival é para dar visibilidade do café, observando que a ideia que norteou a sua efectivação era dinamizar os Mosteiros, aproveitando as suas potencialidades económicas, assim como valorizando a criatividade e audácia da população.


“O nosso café, outrora condenado por muitos ao declínio, se não ao desaparecimento, operou nos últimos tempos uma pequena revolução, graças a realização do festival”, advogou Jaime Monteiro Júnior, para quem longe de perder a vitalidade, é inegável que o café renasceu e atravessa um momento de intensa renovação e de inserção nalguns nichos de mercados internacionais como produto de qualidade,


Além de defender a declaração do café como património nacional, o autarca afirmou que a edilidade quer sensibilizar os proprietários, guardadores e apanhadores do café visando a renovação expansão das plantações, e os operadores turísticos no sentido de inserir a ilha no circuito internacional, por no seu entender as zonas altas dos Mosteiros dispõe das condições climatéricas e ambientais que devem constituir motivos de atracção turística.


A necessidade de avançar com a criação do tão desejado museu do café é outra preocupação para promoção deste produto em toda a sua dimensão, e nesta matéria a edilidade espera poder contar com todos os seus parceiros.


“Temos de salvaguardar e de investir no que esta região e localidade fazem e torna-lo motivo de interesse turístico”, disse o presidente substituto, para quem a presença do Presidente da República veio a prestigiar o festival que é uma oportunidade para reunir produtores, proprietários, empresários, dirigentes políticos, especialistas, empresas e operários deste sector para momentos de partilha e de contactos.

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