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Gestão do Farol Fontes Pereira de Melo vai a “concurso de ideias” quando obras de recuperação estiverem concluídas

A recuperação está a ser feita com base numa parceria entre o Instituto Marítimo e Portuário (IMP) e o Instituto do Património Cultural (IPC).

13/07/2020 | Fonte: SAPO/Inforfpress

O ministro da Economia Marítima, Paulo Veiga, anunciou esta sexta-feira, no Paul, o lançamento de um “concurso de ideias” para a gestão do Farol Fontes Pereira de Melo, assim que as obras de recuperação estiverem concluídas.


A ideia é que, além do apoio à navegação, a infra-estrutura tenha utilidade também para a comunidade, nomeadamente no sector do turismo, tendo em conta que se trata, no entender de Paulo Veiga, de “um farol que tem valor histórico e cultural para o país”.


A recuperação do Farol Fontes Pereira de Melo, também conhecido por “Farol do Boi”, em referência ao ilhéu defronte, está a ser feita com base numa parceria entre o Instituto Marítimo e Portuário (IMP) e o Instituto do Património Cultural (IPC) para a recuperação de todos os faróis históricos do país.


Paulo Veiga aponta o mês de Setembro como data provável para que as obras estejam concluídas e possam ser inauguradas e integradas numa “rota dos faróis históricos de Cabo Verde”, um produto turístico e cultural que, a partir de então, estará à disposição dos turistas nacionais e estrangeiros.


Segundo Paulo Veiga, esta é, também, uma forma de dar sustentabilidade à manutenção desses edifícios históricos e, sendo todos diferentes, é preciso ter ideias de como tirar proveito de cada um desses espaços porque, à primeira vista, dá para ter várias utilidades.


“Este edifício pode ser museu, pode ser um restaurante, pode ter outras utilizações”, disse Paulo Veiga, reiterando a necessidade de lançar um “concurso de ideias” como forma de decidir a melhor utilização a dar a essa infra-estrutura.


Com um alcance de luz de 27 milhas marítimas o “Pharol” (António Maria de) Fontes Pereira de Melo orientou toda a navegação marítima que demanda a baía do Porto Grande, desde 1886, altura em que foi mandado construir pelo Rei D. Luís I, “sendo Ministro da Marinha o conselheiro Manoel Pinheiro Chagas e Governador-geral da Província de Cabo Verde o Conselheiro João Paes de Vasconcelos” conforme se lê na placa toponímica aí afixada.

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