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Hotéis e agência de viagens já têm uma lista com guias turísticos oficiais

O modelo vai ser socializado na oitava mesa de diálogo do projeto FATA.

08/03/2018 | Fonte: www.sapo.cv ! SAPO c/ Inforpress

Os guias turísticos oficiais e autorizados a trabalharem na ilha do Fogo vão constar de uma lista que vai ser disponibilizada aos hotéis/pensões e agências de viagens para que o turista escolha o guia segundo o itinerário desejado.


O modelo de fichas técnicas dos guias turísticos oficiais vai ser socializado na oitava mesa de diálogo do projeto “Fogo, Água, Terra, Ar” (FATA), cuja finalidade é contribuir para desenvolvimento do ecoturismo sustentável e solidário e valorização do património cultural/social/ambiental, agendado para o dia 16, e apresentado pela Associação de Guias Turísticos de Chã das Caldeiras.


Carla Cossu, responsável do projeto FATA, implementado pela Organização Não-governamental Italiana, Cospe, disse que a definição da ficha técnica permite resolver os problemas com os chamados “mostradores” de caminhos, acrescentando que a ficha é um instrumento que contribuirá muito para o trabalho das agências, hotéis e daqueles que entram em contacto com os guias.


Segundo a mesma, com a confeção de uma espécie de caderneta dos guias oficiais e autorizados, os turistas podem escolher o guia que quiserem em função do tipo de turismo (de montanha, caminhada, urbana), e as agências de viagem podem também indicar os guias aos seus clientes para determinados itinerários.


A introdução das fichas técnicas permite às instituições ter um controlo “mais eficaz” de quem está a trabalhar, porque, segundo explica Carla Cossu, já aconteceram casos de turistas que foram enganados.


Para oitava mesa de diálogo, segundo a responsável, foi também convidada a Repartição Concelhia das Finanças para explicar melhor as vantagens de fiscalidade e a razão por que se deve pagar impostos, não só no setor do turismo, mas também socializar como funciona o sistema online e como fazer para se chegar mais próximo das pessoas.


Como o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) dispõe de uma base de dados vai explicar como funciona este processo e da importância de se dirigir a esta instituição para conhecer as possibilidades.


Esta instituição vai também apresentar as novas propostas formativas para o ano de 2018 e o papel no mercado de trabalho, sendo que uma das ações formativa é na área de fiscalidade e deve ser ministrada pela delegação das Finanças.


Quanto a apresentação do site “natourfogo”, Carla Cossu adianta que o mesmo já foi estruturado e que após a sua apresentação funcionará como uma ferramenta importante para aqueles que procuram informações sobre a ilha do Fogo.


Acrescentou que o site tem capacidade para alojar portal das estruturas turísticas (agencias, hotéis), das câmaras municipais e outros serviços, assim como espaços para divulgação de eventos culturais, gastronómica, novos itinerários.


Além destas atividades, durante o evento os responsáveis do projeto vão divulgar os resultados do último inquérito realizado com os turistas e que servirá para comparar com outros anteriormente realizados visando ajudar os operadores turísticos a corrigir algum setor apontado pelos turistas.


A participação na quinta edição do festival do café “Fogo Coffee Fest” em que o projeto FATA está muito envolvido e participar na realização da conferência sobre “agricultura biológica”, através de apresentação de um pequeno painel com as experiencias da ONG Cospe neste setor, assim como a organização do transporte e a montagem de um stand para apresentação dos dois projetos implementados pela Cospe, nomeadamente FATA e Rotas do Fogo, vão ser analisado durante a mesa de diálogo.


O projeto FATA é cofinanciado pela União Europeia, em parcerias com outros promotores, como a região Italiana de Veneto, a edilidade dos Mosteiros, a ONG Italiana Cospe (Cooperação para o desenvolvimento dos países emergentes), associação de guias turísticos de Chã das Caldeiras, Parque Natural do Fogo e Planete Viaje, e conta com um orçamento de 576 mil euros, mais de 63 mil contos cabo-verdianos, dos quais a União Europeia entra com 75 por cento (%), mais de 432 mil euros e os promotores em conjunto com 25%.

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