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Maio: A ilha vai receber o primeiro estudo arqueológico em março

A garantia é do presidente do Instituto do Património Cultural.

20/01/2018 | Fonte: ilha do maio; ipc; arqueologia

O presidente do Instituto do Património Cultural garantiu hoje, no final de dois dias de visita à ilha do Maio, que estão a ultimar os preparativos para que, no próximo mês de março, seja realizada uma prospeção arqueológica na ilha.

Em declarações à Inforpress, Jair Fernandes, que estava à frente de uma comitiva composta por arqueólogo e um arquiteto, adiantou que durante a visita à zona de Santana, fizeram o levantamento de todas as potencialidades do sítio.

De acordo com o responsável, os dados iniciais recolhidos naquele espaço apontam que se está na presença de um dos “principais” assentamentos da ilha nas trocas que se faziam entre a ilha de Santiago e ilha do Maio nos finais do Séc. XVI e início do Séc. XVII.

“Dos materiais recolhidos, prevê-se um campo arqueológico muito importante e o que se vai fazer, já ainda no início da próxima semana, é a montagem de um projeto para ser submetido à Direção Nacional do Ambiente, por se tratar de uma área protegida e ao mesmo tempo envolver outros parceiros como a Câmara Municipal do Maio, Fundação Maio Biodiversidade, Igreja local e a própria comunidade de Morrinho”, frisou.

Conforme adiantou aquele responsável, com esta intervenção vai se valorizar ainda mais o parque natural norte da ilha do Maio, tendo em vista que aquele espaço se situa dentro da referida área protegida e que pode vir a ser mais uma área de atração turística.

“O que se prevê, já numa fase posterior, é a criação de um centro interpretativo do complexo arqueológico de Santana, que poderá ficar ou na localidade de Morrinho ou no ecomuseu sediado na Salina de Porto Inglês. Estamos ainda em fase de estudos, mas prevemos a prospeção para o mês de Março “, sublinhou.

Para tal, avançou que até o arranque dos trabalhos, vão começar a montar o projeto, procurar os recursos, assim como algumas equipas que pretendem que colaborem neste projeto, tanto nacionais como internacionais, e que tem vindo a trabalhar com o IPC nesta área.

Quanto à reabilitação da Igreja Matriz da ilha, Jair Fernandes disse que foram abordados vários cenários, pelo que estão a aguardar uma versão final, por forma a analisarem todos os cenários possíveis que a Paroquia local está a solicitar, visto que existem três projetos neste sentido que carecem de uma consolidação final.

No entanto, o presidente do IPC garantiu que existe já um progresso muito “interessante” neste particular.

“Deparamos que o edifício está em um avançado estado de degradação, pelo que é aceitável algumas das propostas apresentadas pela Paróquia, nomeadamente a ampliação do interno, mas estamos aguardando, porque isso deve ser precedido de um estudo de engenharia para não se colocar em causa o edifício”, frisou.

Relativamente à Tabanka, o responsável avançou que no próximo mês de Março vai ser realizado todo o inventário, os grupos serão apetrechados, ficando para a segunda fase a criação de uma casa desta manifestação cultural na ilha.  

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