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Maio: Câmara Municipal pretende relançar o artesanato local

Para Queita Santos é preciso apostar e valorizar o artesanato local.

23/03/2017 | Fonte: www.sapo.cv | SAPO c/ Inforpress

A Câmara Municipal do Maio pretende relançar o artesanato local, como verdadeiro produto turístico e cultural, anunciou quarta-feira o vereador da Cultura, Queita Santos, durante um encontro com os artesões da Calheta, Morro e Morrinho.

"A estratégia passa, primeiramente, por uma organização coesa, que tenha legitimidade para representar a classe, em articulação com Câmara Municipal e outras entidades ligadas ao sector, por forma a alavancar o artesanato, realizando formações, sem desviar da identidade, mantendo sempre a matriz local, para de seguida conquistarmos o mercado local e nacional", frisou.

Segundo o vereador da Cultura, com este primeiro encontro com os artesões da Oficina do Coletivo dos Artesões da Calheta e da Cerâmica do Morro, da zona centro e norte da ilha, a autarquia pretendeu auscultar os artistas, por forma a ter uma noção clara de qual vai ser os primeiros passos a serem dados, no sentido de dinamizar esta área.

A ideia, segundo o responsável, visa traçar uma nova estratégia para o relançamento do o artesanato local, um sector que, na sua opinião, "precisa de ser organizada e relançada como verdadeiro produto turístico e cultural".

Queita Santos avançou que uma das formas de conseguir com que estes artistas possam obter rendimento com os seus trabalhos passa por sensibilizar as pessoas da ilha de que devem apostar e valorizar o artesanato local.

A estratégia passa, também, por aproveitar "as datas comemorativas em que as pessoas visitam a sua terra natal", de onde "certamente vão querer levar uma lembrança".

Queita Santos considerou que a ilha tem grandes potencialidades para o desenvolvimento do turismo, pelo que é preciso trabalhar o artesanato como um dos produtos culturais a serem oferecidos aos turistas que visitam o Maio.

"Durante o encontro, os maiores constrangimentos apresentados pelos artesões têm a ver com a falta de fundo de maneio para o arranque das suas atividades, pelo que temos que arranjar mecanismo de comparticipação, em parceria com outras instituições e os próprios artesões, de maneira que possamos dinamizar o sector e mitigar as dificuldades", notou, destacando como constrangimento ainda o exíguo mercado para escoamento dos produtos.

Para os artesões, este encontro demonstra o interesse e a atenção da edilidade para este sector, pelo que dizem estar esperançosos na melhoria das condições de trabalho reinante neste momento.

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