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Maio: Turismo solidário e comunitário vai empoderar as famílias da ilha

A garantia é do edil maiense

17/01/2018 | Fonte: www.sapo.cv | Inforpress

O projeto solidário e comunitário é transversal e com a sua implementação a edilidade pretende empoderar as famílias maienses, assegurou terça-feira à noite o edil Miguel Rosa, durante o ato de apresentação no salão nobre da assembleia municipal.

Segundo Miguel Rosa, este projeto vai de encontro à visão que a edilidade tem para a ilha, porque o mesmo contém uma vertente destinada às atividades geradoras de rendimento, bem como a vertente da requalificação urbana, habitacional em que as pessoas podem ver as suas casas como fonte de rendimento.

Para tal, afiançou que vão ser criadas as condições objetivas para que as famílias possam receber nas suas casas os turistas que visitam a ilha e que procuram este segmento de turismo.

“As outras vertentes como a pesca, formação profissional e entre outras vão ser contempladas e posso dizer que este projeto vem num momento interessante e que vai complementar um outro projeto que era o da dinamização e da requalificação turística da ilha do Maio”, frisou.

Miguel Rosa disse ainda que a autarquia está a criar as bases para o desenvolvimento sustentável e inclusivo da ilha do Maio, acrescentou que têm o Governo e os demais parceiros, como a União Europeia o Instituto Marquês de Valle Flor, a Câmara Municipal de Loures, a Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas da Boa Vista e Maio (SDTIBM) a lhes apoiar nisso.

Por seu lado, a embaixadora da União Europeia (UE) em Cabo Verde, Sofia de Sousa, disse que este projeto vem na sequência dos projetos que aquela instituição vinha apoiando na requalificação de sítios e monumentos de valor cultural e histórico na ilha e que este novo projeto de turismos solitário e comunitário vai dar uma atenção à componente humana.

“Vamos, acima de tudo, apostar na requalificação de profissões e atividades tradicionais da ilha que irão seguramente contribuir para uma riqueza da ilha que os turistas e visitantes vão gostar”, notou.

Sofia de Sousa avançou ainda que, enquadrado neste projecto vão ser apoiadas as famílias na requalificação das suas habitações, por forma a poderem receber os turistas e com isso poderem tirar o dividendo do turismo e não deixar que isso se centre somente nos investidores estrangeiros ou externos à ilha e que os turistas passem a conhecer as gentes e as coisas que as pessoas podem oferecer e que só existem aqui.

“O projeto contempla ainda o apoio a atividades tradicionais como peixe defumado, por exemplo para servir como oferta para os turistas e também vamos trabalhar com a associação dos pescadores sobre o uso de botes, caso eventualmente se as condições de segurança também os permitirem, para os turistas também os poderem utilizar e conhecer a ilha de uma outra perspetiva”, sublinhou.

O projeto a ser implementado até 2020 está orçado em 60 mil contos e conta com o financiamento da UE em 48 milhões de escudos cabo-verdianos. O mesmo vai ser implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), pela Câmara Municipal do Maio e pela Câmara Municipal de Loures (Portugal), e tem como entidades associadas a SDTIBM e a Câmara Municipal da Boa Vista.
    


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