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Mergulhador suíço monta empresa e quer contratar só cabo-verdianos

Projecto turístico no Tarrafal de Santiago

04/06/2014 | Fonte: www.sapo.cv | c/Inforpress

O mergulhador suíço Stephen Hailler encontra-se na cidade do Tarrafal de Santiago na fase final da montagem de um “estaleiro” virado para um projecto turístico de desporto náutico e de montanha, denominado “Sport Aventure Cabo Verde”.

Stephen Hailler avançou à Inforpress que se trata de um projecto pessoal que passa necessariamente pela formação de jovens cabo-verdianos, sobretudo residentes no concelho, para trabalhar enquanto monitores dos desportos náutico e de montanha, como mergulho livre, prática da canoa, surf, entre outras actividades marítimas e pedestres.

“A nossa ideia é formar cabo-verdianos como guia turísticos e monitores, de forma a evitar trabalhar com europeus. Formar gente do Tarrafal para conseguirem postos de trabalhos na sua própria terra”, explica Hailler, acrescentando que a primeira formação vai ser virada para a área do mergulho.

Disse que a empresa que lidera vai dar uma atenção especial à segurança e, por isso, pretende que os futuros monitores sejam capazes de dominarem as técnicas básicas de primeiros socorros, enquanto guias responsáveis para permitir a máxima tranquilidade aos clientes, com vista a evitar ao máximo, qualquer acidente.

Este projecto, de acordo com o seu mentor, passa também por um maior aproveitamento das instâncias turísticas deste concelho situado mais a Norte da ilha de Santiago, pelo que já tem neste município um número significativo de bicicletas de montanhas, BTT, para aluguer, com vista a incentivar a prática do turismo local.

Para o efeito, este cidadão suíço, que se identifica como instrutor de mergulho, com “uma vasta experiência da prática de actividades desportivas na Europa”, assegura que está há cerca de dois anos na implementação deste projecto.

Anunciou que já dispõe de tendas apropriadas para turismo com vista a proporcionar um melhor conhecimento da natureza, um projecto que também, segundo revela, abarca o factor ambiental deste empreendimento que pretende abrir as portas nos próximos meses.

De momento, a grande preocupação passa em obter licença de trabalho junto de instituições com a Direcção Geral dos Transportes, da Capitania, mas reclama uma certa morosidade na desburocratização, alegando que está “há cerca de seis meses” à espera da ligação de energia eléctrica ao estaleiro.


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