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Museu da Resistência recebe obras de melhorias

O museu fica situado no ex-Campo de Concentração do Tarrafal de Santiago.

09/05/2018 | Fonte: www.sapo.cv | Inforpress

O Museu da Resistência, no ex-Campo de Concentração do Tarrafal de Santiago, encerra as portas durante dez dias, para receber obras de melhoria do aspeto físico do monumento, informou hoje o Instituto do Património Cultural (IPC).

Nesta primeira fase do projeto Museus de Cabo Verde, segundo o IPC, será feita a pintura do edifício, melhoria da iluminação, limpeza do espaço e manuseação dos telhados e celas.

Após às obras no edifício, o IPC vai preparar a redefinição da exposição, com uma nova linguagem expositiva e introdução de novas tecnologias.

Para o efeito, desde terça-feira, as portas do Museu estão fechadas para visitas até o dia 18 de Maio.

O Museu da Resistência, inaugurado em 2000, já passou por três fases distintas de musealização, com o objetivo de retratar a história e a vivência do complexo.

Numa primeira fase, de 2000 a 2009, o museu tinha apenas uma sala de exposição, a antiga secretaria do Campo, onde aos visitantes eram facultados a possibilidade de ter informações relativas à 1ª fase do funcionamento da Colónia Penal de Cabo Verde e dos presos políticos portugueses dos anos 30 e 50 e muito pouco sobre os presos africanos, dos anos 60 e 74.

Na 2ª fase, inaugurado a 01 de Maio de 2009, na sequência do simpósio sobre “Tarrafal”, o museu passou a ter dois espaços expositivos, um destinado ao período enquanto Colónia Penal de Cabo Verde (1936-1954) e um outro destinado ao campo de Trabalho de Chão Bom (1961-1974).

Numa 3ª fase, inaugurado a 20 de Janeiro de 2016, fez-se uma redefinição museológica e museográfica abarcando toda a parte externa e interna do Campo, com a criação de um circuito que se inicia desde a “porta de arma”, logo à entrada do Campo, passando pelos anexos existentes e culminando no interior do complexo prisional.

O projeto Museus de Cabo Verde foi lançado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do Instituto do Património Cultural, e prevê, numa primeira fase, a reabilitação e redefinição museológica e museográfica de cinco estruturas, nomeadamente Museu do Sal, Museu da Pesca, Museu do Mar e o Museu da Tabanca que foi reaberto em Novembro de 2017.
 

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